Escutismo


LEI DO ESCUTA

  1. A Honra do Escuta inspira confiança
  2. O Escuta é Leal
  3. O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa acção
  4. O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas
  5. O Escuta é delicado e respeitador
  6. O Escuta protege as plantas e os animais
  7. O Escuta é obediente
  8. O Escuta tem sempre boa disposição de espírito
  9. O Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio
  10. O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas acções

Oração do Escuta

Senhor Jesus, Ensinai-me a ser generoso,
A servir-vos como Vós o mereceis.
A dar-me sem medida,
A combater sem cuidar das feridas,
A trabalhar sem procurar descanso.
A gastar-me sem esperar outra recompensa,
Senão saber que faço a Vossa vontade Santa,
Ámen.

Princípios do CNE

  1. Escuta orgulha-se da sua Fé e por ela orienta toda a sua vida.
  2. O Escuta é filho de Portugal e bom cidadão.
  3. O dever do Escuta começa em casa.

Promessa e Cumprimento

Promessa: Prometo pela minha honra e com a graça de Deus fazer todos os possíveis por:

  • Cumprir os meus deveres para com Deus a Igreja e a Pátria
  • Auxiliar o meu semelhante em todas as circunstâncias
  • Obedecer à lei do escuta


Cumprimento:

Os escuteiros cumprimentam-se apertando a mão esquerda, entrelaçando os dedos mindinhos. O cumprimento é feito com a mão esquerda para deixar a mão direita livre para fazer a saudação e porque é a mão do lado do coração, que é o símbolo da amizade.

Os dedos mindinhos entrelaçados permitem um aperto de mão mais forte, sinal de maior união, e simbolizam um abraço trocado entre escuteiros como sinal de profunda amizade. Os guerreiros seguravam o escudo na mão esquerda e quando cumprimentavam um outro guerreiro faziam-no com a mão esquerda, afastando o escudo, ficando, portanto, desprotegido. Este também era um sinal de confiança e de lealdade para com a pessoa que se estava a cumprimentar.

Saudação

Saudação: A saudação escutista faz-se levantando a mão direita, de palma para a frente, com o polegar apoiado na unha do dedo mindinho e os outros dedos apontados para cima.

Os três dedos lembram ao escuteiro os três artigos da promessa. O dedo polegar sobre o dedo mindinho é interpretado como a afirmação de que os escuteiros estão conscientes de que o mais forte protege o mais fraco.

História da saudação escutista:

Em 1893, B.P. foi enviado numa expedição à colónia britânica da Costa do Ouro (África Ocidental), para pacificar os Ashantis, fazer cumprir o tratado de 1874 e pôr termo ao contrabando de escravos.

Quando da queda do Kamussi, um dos Chefes veio ao encontro de B.-P. e estendeu-lhe a mão esquerda. B.P. estendeu-lhe a mão direita, mas o Chefe disse-lhe: "Não, no meu país, ao mais bravo entre os bravos cumprimenta-se com a mão esquerda".

B.P. reparou que, enquanto o chefe lhe estendia a mão esquerda, levantava a direita aberta, por cima da cabeça, o que significava que era um amigo leal, pois a mão utilizada normalmente para segurar a arma estava vazia.

A mão esquerda também era a mão que segurava no escudo e quando um guerreiro cumprimentava com a mão esquerda tinha que afastar o escudo, ficando, portanto, desprotegido. Este também era um sinal de confiança e de lealdade para com a pessoa que se estava a cumprimentar.

O aperto de mão com a mão esquerda demonstra algo ainda mais nobre, o desejo dos homens acreditarem uns nos outros!

Os escuteiros cumprimentam-se apertando a mão esquerda, entrelaçando os dedos mindinhos.

O sinal escutista faz-se levantando a mão direita, de palma para a frente, com o polegar apoiado na unha do dedo mindinho e os outros dedos apontados para cima.

A saudação dos Lobitos

Os Lobitos têm uma forma especial de se saudarem. A saudação dos Lobitos é feita com o dedo indicador e o médio levantado.

A saudação dos Lobitos pretende representar as orelhas de um lobo quando está com atenção, e os dois artigos da Lei do Lobito. A posição do polegar sobre o anelar e o mindinho tem o mesmo significado que na saudação do resto dos escuteiros.

Ocasiões para se fazer a saudação

Os escuteiros devem sempre fazer a saudação em sinal de respeito, quando se hasteia a Bandeira Nacional, a entidades oficiais, sempre que se entoe o Hino Nacional ou do CNE.

Os escuteiros devem-se saudar uns aos outros com o cumprimento escutista. Sendo o primeiro escuteiro a ver o outro, o que saúda, independentemente da categoria, cargo ou posição.

Tipos de saudação

Se um escuteiro estiver fardado e com boina ou chapéu, a saudação é feita elevando a mão direita de modo a que a extremidade do dedo indicador toque a testa, um pouco acima da sobrancelha. Esta saudação chama-se a saudação à boina.

Quando um escuteiro está fardado e transporta a vara, a saudação não é executada com a mão direita; mas sim levando rapidamente o braço esquerdo à posição horizontal, tocando com os dedos a formar o sinal escutista, na vara. A este tipo de saudação dá-se o nome de saudação à vara.

Fogo de Conselho

O que é o Fogo de Conselho

"Transição entre o dia e a noite; a passagem da actividade ao repouso” 
Léon Chanterelle

  • Reunião de amigos que viveram o mesmo dia, que se empenharam e participaram nas mesmas actividades;
  • Actividade que procura encontrar o equilíbrio entre a excitação de um dia cheio de empreendimentos e a necessidade que cada um tem de se recolher e fortalecer;
  • Preparação do recolhimento e entrada em contracto com Deus (por parte de cada um e de todos) para acção de graças e pedir ajuda para  o dia seguinte;
  • Ocasião em que se faz revisão do dia por meio de representações.

 

Organização do Fogo de Conselho

Escolha do local

Características:

  • De preferência plano;
  • Em forma de anfiteatro;
  • Amplo;
  • Afastado de entradas ou outras fontes de ruídos
  • Chão seco

O local pode ser:

  • Livre (planalto, terraço de uma casa velha; etc.)
  • Rodeado (clareira, terraço de uma casa velha, etc.)
  • Tapado (tendo como fundo uma barreira de arvores, uma sebe, muro, etc.)

 

 

Preparação do Fogo de Conselho

Aquilo que se vai realizar

  • Tipo de fogo
  • Grupos participantes e tempo de actuação ( O fogo de conselho tem uma duração limitada, normalmente de 1h a 1h30)
  • Levantamentos dos números ( É feito pelo animador do Fogo que na altura se informa do tipo de números que vai ser apresentado para estes serem organizados segundo o nº de entrada)

Preparação do programa

Os números poderão ser organizados da seguinte forma:

  • Números dramáticos
  • Números cómicos
  • Canções rápidas
  • Canções Lentas
  • Cânones
  • Diversos

 

 

4
Clímax do fogo de conselho.
 
(5 a 10 min)

 

 

 

 

 

 

3
Parte muito rápida com a fogueira bem alimentada.
(15 a 25 min)

 

5
Parte rápida moderada, alimenta-se pouco a fogueira.
(15 a 25 min)

 

 

 

 

 

 

 

 

2
Parte  rápida e muito alegre.
 
(10 a 20 minutos

 

6
Parte lenta e suave.

(15 a 25 min)

 

 

 

 

 

 

 

 

1
Acender do Fogo.
 
(7 a 15 min)

fogo conselho

7
Parte muito lenta. Fogueira em brasio.
(7 a 15 min)

 

 

Começo

 

 

 

Final

Diagrama do Desenvolvimento do fogo de Conselho

 

Disposição dos elementos num Fogo de Conselho

  • Animador situa-se a barlavento da fogueira para não ser importunado pelo fumo;
  • Deverá haver passagem para as entradas e saídas dos actuantes;
  • Os ajudantes ficarão no chamado local de apoio;
  • O animador devera situar-se afastado da fogueira para que a sua figura não seja tapada pelas chamas e possa ser visto por todos os participantes;
  • Para se dirigir aos escuteiros o animador não sai, do local onde se encontra (se este assim não proceder não se fará perceber, como perderá o controlo do “fogo”);
  • Todos os instrumentos deverão estar no mesmo local, juntamente com o coro que suportará toda a parte musical do ”fogo”;
  • Deve-se evitar que durante a apresentação dos números. hajam escuteiros de pé (perturba e distrai a assembleia);

fogo conselho

A Fogueira

Abastecimento da Fogueira

  • O "arsenal de lenha é preparado previamente antes do 'Fogo' começar;
  • O 'arsenal' tem local próprio no espaço do 'Fogo';
  • O "arsenal' deve estar em local que não estorve o 'Fogo';
  • O abastecimento é feito pelos ajudantes do Animador;
  • O abastecimento deverá ser feito no intervalo dos números para não perturbar as apresentações;
  • Os Tronco deverão ser colocados em forma de pirâmide;

Cuidados e Prevenção

  • O local tem de estar bem limpo e num  raio de 3 a 4m em redor;
  • O local escolhido deve ser uma clareira, bastante larga, de tal forma que as labaredas e fagulhas subam rapidamente e se extingam. no ar sem chegar às árvores ou vegetação;
  • Não usar papeis e palhas como mechas, porque se elevam no ar com facilidade e demoram tempo a apagar-se;
  • Colocar junto do abastecimento da lenha, vários “batedores” dois baldes com areia, uma pá uma encha, que servirão para apagar a fogueira no fim do “fogo”.

Preparação da fogueira

Citando BP: "Não se aprende a acender o lume de ouvido. O erro comum do principiante é querer fazer uma fogueira muito grande. É coisa que o sertanejo nunca faz. Para o seu lume ele gasta o menos lenha possível.

fogo de conselho

Começai por juntar a lenha. A verde, cortada de fresco, não presta; não tão pouco a seca que há muito está caída. Para fazer o lume começa-se por deitar alguns paus no chão, principalmente se o chão estiver húmido. Nesta cama colocai a mecha, isto é, aparas, lascas, cavaquinhas ou qualquer outro combustível que facilmente se incendeie com um fósforo. Por cima, formando uma pirâmide, colocam-se os ramos delgados, cavacos, achas de lenha seca, encostados uns aos outros sobre a mecha.

fogo conselho

Prepara-se uma acendalha boa rachando um pau em várias tiras como se vê na gravura; um pau assim chama-se morraca. Colocado verticalmente com as barbas para baixo depressa se acende e rompe em chamas. Acrescenta-se depois alguns paus mais grossos e está o lume feito. Pega-se fogo a isto tudo, chegando um fósforo à mecha."

 

Tipos de Fogueiras

Pirâmide

  • Utilização. Grandes Fogos de Conselho
  • Características. Não necessita de grande manutenção fornece bastante luz e calor
  • Descrição: A base é um quadrado de 1 a 1,2m de lado, com troncos muito grossos, indo o diâmetro diminuindo em altura até 1 a 1,2m do solo. O bloco central é constituído por, acendalha e lenha fina.

fogueira

Cone

  • Utilização: para Fogos de Conselho até 80 escuteiros
  • Características: dá bastante calor e as chamas sobem como um fio dando muita iluminação; como os troncos são consumidos rapidamente, necessita de maior manutenção.
  • Descrição: a base é um quadrado com 1 a 1,2m de lado, dispondo-se dentro dele numerosos troncos colocados em cone. O bloco central é constituído por, acendalha e lenha fina.

fogueira

Polinésia

  • Utilização: Fogo de conselho comunitários, em que os escutas se reúnem para conversar, cantar.
  • Características: Longa duração e manutenção simples, Dá pouca luz.
  • Descrição: Abre-se um buraco quadrado de 40cm de largura outros tantos de profundidade. Coloca-se no fundo uma Pedras para suporte dos troncos que são dispostos a toda a volta sobressaindo um pouco do buraco.

fogueira

Estrela

·        Utilização: Fogos de Conselho de patrulha ou equipa.

·        Características: Fogueira de grande duração, Dá pouco calor e luz.

·        Descrição Traçam-se no chão 4 a 6 canais nos quais se colocam outros tantos troncos, esboroados rias pontas. No centro faz-se uma pequena fogueira em cone, que incendiará os troncos dispostos em estrela.

fogueira

 

Canadiana

  • Utilização: Fogos de Conselho de patrulha ou equipa
  • Características: Fogueira reflectora para aquecimento

fogueira

Mensagem da Fogueira

Não há nada mais belo que uma luz de uma chama no meio da noite que nos aquece, que nos ilumina e nos guia...

Ela envolve-nos de tal forma que quando está bem viva consegue fazer-nos mais vivos também... Mas quando a chama perde a sua força, também um pouco da nossa força se dissipa na imensidão da noite... O fogo que há em nós torna-se mais fraco....

Esta luz natural conhece-nos melhor que nós próprios pois está connosco desde o nosso nascimento, nos nossas refeições, no atingir do nosso caminho, iluminando-nos na escuridão... é ela que nos abraça quando temos frio... a luz, e o fogo em si, são um símbolo da nossa vida!

Quem já teve o prazer de se contemplar observando o centro de uma chama e ter sido como que consumido pela alegria e tristeza que ela emana, sabe o quanto é bom abstrair-mo-nos em algo melhor, é ela que nos dá força de vontade depois de um dia cansativo e que nos faz pensar nos erros que precisam de ser corrigidos...

Ao olharmos para o fogo em si, veremos nele como que um mundo de sonhos, onde tudo é perfeito.. ele transmite-nos essa perfeição... ao olhar-mos melhor, repararemos na pessoa do outro lado da chama, essa pessoa não é nada mais nada menos, que um nosso irmão, ele está a pensar exactamente o mesmo que nós...

É esta a perfeição, a amizade e plenitude que nos enche e que transposta na chama, nos guia e nos une, mostrando-nos que somos todos iguais e que juntos construiremos um mundo melhor... O mundo criado pela chama, sendo algo de perfeito, mostra-nos que coisas que no nosso mundo sejam más, lá conseguem ser melhores... a mão do homem é que as torna imperfeitas...

Esta chama não precisa de ser vista para estas presente, pois está dentro de nós e este mundo que ela contém é uma representação do mundo melhor que os homens podem criar... basta quererem...Aos nos reunirmos com amigos e irmãos mais novos ou mais velhos todos partilhamos os sentimentos com esta força sobrenatural que é o fogo, e todos nos deixaremos levar com ele... no inicio é a entrada em que começamos a senti-la e a vive-la... a meio é o expoente máximo dos nossos sentimentos e da própria vida.... Por fim a paz se deixa transparecer, e de todos os sentimentos até agora sentidos, um deles prevalece... o cansaço. É este que por vezes não nos deixa captar a mensagem que a fogueira nos procura transmitir...

Será que ela chegou até vós?

Escuteiros Meãs do Campo

Rua da Igreja
Meãs de Cima
3140-166 Meãs do Campo

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